Vivemos
em um país de democracia muito recente, onde as amarras da opinião pública
ainda são muito apertadas e tudo que é dito pode tomar proporções terríveis,
com consequências ainda mais repugnantes. O Brasil lutou durante décadas pelo
voto direto, pelo direito das mulheres escolherem nossos governantes, pela
liberdade de imprensa, pelo livre exercício do jornalismo e – principalmente/no
geral – pelo direito de todos expelirem suas opiniões sem sofrerem “castigos”,
torturas ou qualquer outro tipo de retaliação simplesmente porque não atendem
às expectativas da burguesia dominante, do governo, de uma marca com grande
poder ou outro bandido qualquer.
E
conseguimos tudo isso, não foi mesmo? Pelo menos parcialmente e para inglês
ver, sim. Mas será que na prática também? Será que ainda não existe censura no
nosso país? Qual o verdadeiro objetivo da classificação indicativa do
Ministério da Justiça, então? Por que, em pleno século XXI, a prisão de artistas
– Rita Lee e Emicida foram vitimados - durante shows ainda é vista? Por que o
ato da Band – não tenho objetivo em questionar os interesses publicitários da
emissora – em segregar o humorista Rafinha Bastos do elenco do CQC por causa de
uma piada (de mau gosto pra alguns, mas que soou muito engraçada para outros)?
A pergunta é muito simples e fácil: Por quê? Poderia ficar laudas e mais laudas
aqui, lembrando casos recentes de pessoas (e não só famosas) que foram hostilizadas
– de várias formas diferentes – apenas porque desferiu sua inofensiva opinião,
mas não é meu objetivo deixar esse texto enfadonho.
Aliás,
não é objetivo deste espaço usar do seu precioso tempo para apenas discorrer os
temas propostos de forma maçante. Muito pelo contrário. O objetivo do blog “Moralistas Sem Moral” – produzido, escrito e dirigido pelos estudantes de Jornalismo
Ludmila Silveira, Diogo Marques, Lucas Correia e Yuri Silva – é mostrar a
verdadeira face dos paladinos da moral de dos bons costumes, “desmascarar” a
sociedade encaretada em que estamos vivendo há alguns anos e, sobretudo,
provocar uma discussão (a maior e mais profunda que conseguirmos) sobre onde
podemos chegar com essa “censura velada” presente hoje – ou não – no Brasil.
Afinal, não quero presenciar a volta dos atos institucionais, ou muito menos
ver estudantes torturados por expressarem abertamente suas ideologias.
Alguns
podem achar que exagero ao me referir aos “marcos” da época ditatorial durante
esse texto – e podem achar – mas estão totalmente equivocados. Como eu disse no início, a falsa democracia
brasileira é uma jovem debutante e corre riscos, caso não comecemos a prestar
muita atenção no que vem sendo praticado em detrimento do livre arbítrio.
Então,
como diria nosso excelentíssimo amigo Lucas Correia, declaro aberto os
trabalhos!

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